60º Congresso de Ginecologia e Obstetrícia da Febrasgo – CBGO 2022

Dados do Trabalho


TÍTULO

RASTREIO DO CÂNCER CERVICOUTERINO PELO MUNDO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DE GUIDELINES

OBJETIVO

O câncer de colo uterino é a quarta neoplasia que mais mata mulheres no mundo, sendo que a maioria das mortes e incidência da condição ocorre principalmente em países de baixa renda. Políticas de rastreio são desenhadas de acordo com as necessidades regionais, embora sigam como base protocolos internacionais. O objetivo desta revisão é avaliar guidelines de países ao redor do mundo, identificando suas semelhanças e particularidades.

FONTE DE DADOS

A busca foi realizada com MESH “guideline”, “pap smear”, “pap test” e “cervix cytology” nos bancos de dados do Trip DataBase e do PUBMED. Foram encontrados 758 artigos no mês de Março de 2021, sem limitação de ano de publicação.

SELEÇÃO DE ESTUDOS

Foram considerados para a inclusão, todos os guidelines cujo título e resumo estivessem em língua inglesa e portuguesa e com acesso livre. Para inclusão foram lidos os títulos e resumos de todos os 758 artigos encontrados. Foram excluídos guidelines (n=651) que possuíssem alguma atualização posterior a publicação nos estudos incluídos, artigos que não foram encontrados ou que se encontravam em idioma que não fosse o inglês ou português. 17 artigos não foram encontrados para leitura na íntegra e 90 foram selecionados para confecção desta revisão

COLETA DE DADOS

Sete revisores, aos pares, extraíram informações com relação à periodicidade da coleta, país, ano de publicação, público-alvo do rastreio e presença de abordagem quanto à população da diversidade sexual. Conflitos foram resolvidos pelo coordenador do estudo.

SÍNTESE DE DADOS

A maioria dos guidelines recomenda o início do rastreio entre os 20 e 25 anos e término entre 65 e 69 anos, sendo a coleta trienal a mais indicada. Se a colpocitologia é associada ao teste negativo do HPV-DNA, a maioria dos guidelines recomenda periodicidade de 5 anos na investigação. Na Arábia Saudita, o rastreio é permitido e recomendado apenas após três anos do matrimônio. Apenas dois guidelines apresentaram informações sobre homens trans e mulheres lésbicas e bissexuais. Segundo a Força-Tarefa de Saúde Preventiva dos Estados Unidos (USPTF), isso está relacionado à escassez de pesquisas.

CONCLUSÕES

Fatores culturais e dados populacionais definem a idade alvo de rastreio e a periodicidade. A influência da cultura pode privar pessoas com colo do útero do rastreio adequado. São escassos os dados com relação à população da diversidade sexual, o que reforça a falta de políticas públicas voltadas para a diversidade sexual.

Área

GINECOLOGIA - Sexualidade

Autores

Gustavo Garcia de Carvalho, Guilherme Nobre de Oliveira, Karen Vaz Henriques Kawase, Stella Branco Fontanetti , Thiago Oliveira da Silva, João Gabriel Porto de Oliveira Mattos Carvalho, Joara Adão de Oliveira, SERGIO HENRIQUE PIRES OKANO