60º Congresso de Ginecologia e Obstetrícia da Febrasgo – CBGO 2022

Dados do Trabalho


TÍTULO

Sífilis congênita no Nordeste

OBJETIVO

Avaliar os tipos de sífilis congênita entre crianças nascidas no Nordeste entre 2001 e 2020.

MÉTODOS

Trata-se de um estudo de caráter descritivo, transversal, com análise quantitativa dos dados relacionados à sífilis congênita em menores de 1 ano. Os dados foram obtidos através do Sistema de Informação de Agravos e Notificação disponível na plataforma DATASUS. Os dados secundários referem-se ao período entre 2001 e 2020 e as variáveis de interesse foram idade da criança, diagnóstico final e óbito. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa envolvendo Seres Humanos da Universidade Federal de Sergipe, com número do CAAE 35988820.0.0000.5546.

RESULTADOS

Durante o período, foram registrados 76.683 casos de sífilis congênita em menores de 1 ano no Nordeste, com maior número de diagnósticos em 2018 (10,25%). Destes, 95,21% tinham até 6 dias de vida, 2,75% entre 7 e 27 dias e 2,04% entre 28 dias e menos que 1 ano de vida. Quanto ao diagnóstico final, 92,49% foram classificados como sífilis congênita recente, 0,13% como sífilis congênita tardia e 3,25% como natimorto ou aborto por sífilis. Com relação ao desfecho, 1.245 foram registrados como óbito devido à sífilis e 538 devido a uma outra causa. Entretanto, observou-se uma taxa de 15,83% de dados ignorados ou em brancos acerca do desfecho.

CONCLUSÕES

O ano de maior notificação da sífilis congênita no Nordeste foi 2018, sendo o diagnóstico mais comum o de sífilis congênita recente, em crianças com até 6 anos de vida. Observou-se uma quantidade expressiva de dados não notificados.

Área

OBSTETRÍCIA - Doenças infecciosas na gestação

Autores

Yasmin Juliany de Souza Figueiredo, André Pinheiro Zylberman, João Eduardo Andrade Tavares Aguiar, Daniele Oliveira Santos, Natália Alcântara Mota Malveira, Karla Ranyelle Barros Lopes, Thais Serafim Leite de Barros Silva, Júlia Maria Gonçalves Dias