60º Congresso de Ginecologia e Obstetrícia da Febrasgo – CBGO 2022

Dados do Trabalho


TÍTULO

Rede Mãe Paranaense e o progresso da saúde ao nascer no período de 2007 a 2017 no Paraná.

OBJETIVO

Avaliar a efetividade da adesão a Rede Mãe Paranaense (RMP) na melhoria da saúde ao nascer e a influência de fatores socioeconômicos e demográficos, no período de 2007 a 2017, no Paraná.

MÉTODOS

Estudo epidemiológico observacional descritivo, ecológico, transversal, quantitativo, de caso controle com tendência temporal com avaliação da saúde ao nascer [peso ao nascer<2500g prematuridade, Apgar<8 no 5°minuto, e taxa de mortalidade infantil (TMI)] no Paraná, período de 2007 a 2017, por meio de dois grupos: Grupo de Estudo (GE) para avaliar a efetividade da RMP de 2012 a 2017, e GC (Grupo Controle) para comparação com o Programa Materno Infantil (PMI), vigente de 2007 a 2011 por meio da tabulação de dados no programa TabWin®, e avaliação da influência dos fatores socioeconômicos e demográficos nos dois períodos. A fonte de dados secundários: SIM, SINASC, G-GOV, IPARDES e IBGE. Para estimativa das diferenças foram aplicados os testes qui-quadrado de Pearson e teste de Mantel-Haenzel. Para análise da efetividade da RMP foi aplicado o Modelo de Regressão de Poisson. O projeto de doutorado foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, sob número 1.898.250.

RESULTADOS

Após a implementação da RMP houve melhora da saúde infantil [Apgar<8 no 5°minuto (-0,2%), baixo peso ao nascer (-0,10%) e TMI (-0,16%), entretanto com aumento da prematuridade (+3,4%). A redução da TMI observada apresentou correlação positiva pela Regressão do Poisson (2012-2017) com o IDHM (0,3350), e negativa com o percentual de mães chefes de família sem Ensino Fundamental completo com filhos menores de 15 anos (1,007505) e com o percentual de crianças pobres (1,002502).

CONCLUSÕES

A taxa de mortalidade infantil reduziu significativamente no período de 2012 a 2017 no Paraná, assim como o Apgar < 8. Houve melhoria significativa dos indicadores socioeconômicos em todas as regiões de forma homogênea contribuindo para saúde infantil a partir de 2010, exceto aumento heterogêneo no percentual de mães chefes de família sem ensino fundamental completo e com filhos menores de 15 anos. A primeira redução significativa da TMI foi anterior a RMP, e a redução da TMI está relacionada a fatores socioeconômicos e demográficos: de forma positiva com o aumento do IDHM e de modo negativo com mães chefes de família sem ensino fundamental completo e com filhos menores de 15 anos, e ao percentual de crianças pobres.

Área

OBSTETRÍCIA - Epidemiologia das doenças gestacionais

Autores

Acácia Maria Lourenço Francisco Nasr, Rafael Gomes Ditterich, Solena Kiemer Kusma, Vanessa Ferreira Sehaber, Gabriela Caetano Lopes Martins, Dora Yoko Nozaki Goto