60º Congresso de Ginecologia e Obstetrícia da Febrasgo – CBGO 2022

Dados do Trabalho


TÍTULO

Aspectos da saúde reprodutiva de mulheres atendidas na atenção primária após 2 anos de pandemia de COVID-19

OBJETIVO

A pandemia de COVID-19, mudou o atendimento na atenção primária (APS) e no planejamento reprodutivo dos serviços de saúde. Objetivos: Descrever aspectos do planejamento reprodutivo de mulheres atendidas na Atenção Primária de Ribeirão Preto – SP.

MÉTODOS

Métodos: Trata-se de estudo descritivo, corte transversal, que foi realizado em 4 unidades de saúde do município de Ribeirão Preto – SP, entre 01 de fevereiro a 25 de julho de 2022. Através de um questionário de entrevista buscamos avaliar perfil sociodemográfico e relacionadas a saúde reprodutiva. As participantes assinaram termo de consentimento livre esclarecido e o estudo foi aprovado pelo comitê de ética do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto CAAE 48622521.5.0000.5440.

RESULTADOS

Resultados: De 297, foram incluídas 147 mulheres cisgêneras acima de 18 anos, sexualmente ativas, não puérperas, atendidas na atenção primária que aceitaram ser entrevistadas. Utilizou-se Redcap para coletar e armazenar variáveis analisadas. As entrevistadas tiveram idade média de 37,7 ∓13,4 anos, a maioria (52,4%) se autodeclarou branca, casada ou em união estável (66,7%), católicas (49%) e com trabalho remunerado (91%). A renda mensal familiar variou de R$300 reais a R$60.000 com mediana de R$3500,00. A maioria das mulheres já haviam engravidado 63,2%, quase 70% delas tiveram pelo menos uma gravidez não planejada, 55% usavam contracepção eficaz e 40,8% disseram que foram bem informadas sobre os métodos contraceptivos. Das 35 mulheres que não usavam contraceptivos, 8 (22%) desejavam engravidar, 10 (28%) não desejavam usar contracepção e 5 (14%) não queriam ter os efeitos colaterais das medicações. Sessenta porcento das entrevistadas nunca ou quase nunca usavam preservativo nas relações sexuais, 53,1% já usaram pílula de emergência e 23,2% já tiveram infecção sexualmente transmissível. Quando perguntadas sobre a percepção de saúde geral nos últimos 12 meses, 9% informaram estar ruim, 21% regular, 56,5% boa e 16,3% ótima. 75% relatam que tem tempo para si e 43% realizam alguma atividade física regularmente.

CONCLUSÕES

Conclusão: Observa-se a população estudada que tem acesso à atenção primária, tem condições sociodemográficas privilegiadas. A maioria das mulheres tem uma boa percepção de saúde tem acesso a planejamento reprodutivo e tem baixo uso de preservativo.

Área

GINECOLOGIA - Atenção primária

Autores

Fernanda de Almeida Andriotti, Giordana Campos Braga, Sérgio Henrique Pires Okano, Karyanna Alves de Alencar Rocha, Luis Antônio Soares Pires Filho, Clara de Freitas Gobbi