60º Congresso de Ginecologia e Obstetrícia da Febrasgo – CBGO 2022

Dados do Trabalho


TÍTULO

HISTERECTOMIAS A CÉU ABERTO E MINIMAMENTE INVASIVAS NAS MACRORREGIÕES DA BAHIA, 2015-2019

OBJETIVO

Detectar a existência de desníveis de acesso às modalidades cirúrgicas de histerectomia realizadas no SUS nas macrorregiões da Bahia nos anos de 2015-2019.

MÉTODOS

Trata-se de um estudo ecológico no Sistema de Informações Hospitalares do DATASUS, retrospectivo utilizando abordagem quantitativa. Tem como população-alvo mulheres que realizaram histerectomia por intermédio do Sistema Único de Saúde entre os anos de 2015 e 2019. A análise estatística foi descritiva, mediante comparação entre os gráficos obtidos, com o auxílio do programa Microsoft Excel. Abordou como variáveis a territorialidade (macrorregiões de saúde) e temporalidade (ano da cirurgia), assumindo a população feminina baiana como denominador.

RESULTADOS

O SUS custeou 44.997 histerectomias a céu aberto no quinquênio, mas apenas 2.113 vaginais e 466 laparoscópicas. Ocorreu decréscimo de 0,6% na realização de histerectomias abdominais, e incremento de 0,1 para 2,5 cirurgias laparoscópicas para cada 10.000 habitantes, enquanto as vaginais aumentaram de 4,4 para 5,0 por 10.000 habitantes. A maior taxa de histerectomia vaginal foi alcançada na macrorregião Norte em 2015 (1,0/10.000 habitantes), e a de laparoscopia, na macrorregião Leste (2,4/10.000 habitantes).

CONCLUSÕES

A modalidade de histerectomia mais tradicional ainda responde pela quase totalidade dos procedimentos realizados, detectando-se iniquidade em saúde na forma de baixa interiorização das cirurgias minimamente invasivas.

Área

GINECOLOGIA - Cirurgia Ginecológica

Autores

Bianca Sacramento Lopes, Tassia Ribeiro de Jesus Rodrigues, Amanda Salvador Souza, Bruno Gil de Carvalho Lima, Licemary Guimarães Lessa