60º Congresso de Ginecologia e Obstetrícia da Febrasgo – CBGO 2022

Dados do Trabalho


TÍTULO

CÂNCER DE VULVA: ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA NO BRASIL NOS ANOS DE 2019, 2020, 2021 e 2022

OBJETIVO

O estudo tem por objetivo analisar os dados acerca do câncer de vulva no Brasil em 2019 comparado com os anos de 2020, 2021 e 2022 e, a partir disso, avaliar o estadiamento da doença no momento do diagnóstico e a faixa etária mais acometida por essa patologia.

MÉTODOS

Estudo descritivo e retrospectivo acerca dos casos de câncer de vulva diagnosticados no Brasil em 2019 em comparação com os anos de 2020, 2021 e 2022. Dados coletados por meio do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil – DATASUS, pela ferramenta TABNET. Por se tratar de um estudo com banco de dados público, não foi necessário aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa.

RESULTADOS

Os dados de esfera nacional apontam que em relação ao estadiamento da doença no momento do diagnóstico, há uma grande porcentagem no estadio 3, à medida que se manteve durante 2019, 2020, 2021 e 2022, ocorrendo uma variação de 11,9% até 7,7% nesse período, contudo os dados mais evidentes são classificados como estágio “não identificado”, demonstrando a subavaliação e subnotificação da doença. Em relação à faixa etária, nota-se que há um aumento da incidência com o avanço da idade, indicando que a doença é mais prevalente nas pacientes idosas, visto que o pico de diagnósticos ocorre após os 80 anos.

CONCLUSÕES

O câncer de vulva ainda é pouco discutido na prática clínica. Não apresenta uma sistematização de rastreamento, o que se reflete na análise epidemiológica realizada acima, onde se evidencia que a maioria dos casos são diagnosticados em estágios mais avançados da doença. Além disso, o principal sintoma relacionado a essa patologia é o prurido e o principal sinal a ulceração, ambos são comumente associados a patologias infecciosas do trato genital feminino, dando-se pouco destaque para a possibilidade de doença neoplásica. No Brasil ainda não há dados estatísticos oficiais sobre essa patologia, contudo dados americanos apontam uma chance a cada 333 pessoas para o desenvolvimento do câncer de vulva, considerando a proporção populacional do Brasil e dos Estados Unidos, acreditasse, desse modo, em uma provável subnotificação no país sul americano. Portanto, é evidente a necessidade de estar sempre atento à possibilidade da presença dessa patologia e realizar uma investigação direcionada, dando-se destaque principalmente para as pacientes idosas, que compreendem a faixa etárias mais acometidas.

Área

GINECOLOGIA - Oncologia Ginecológica

Autores

Grazieli Sassi, Victória Zamprogna, Bruna Zanatta de Freitas, Eduardo Cattapan Piovesan, Laura Paggiarin Skonieski, Elisa Presotto Costacurta, Caroline Antoniollo Vargas, Rafaela Amaro Link